Ir para o conteúdo
RPPN Esperança
Projetos

BLP financia projeto que resultou na criação da RPPN Esperança em Morretes

Reconhecida pelo ICMBio, nova Unidade de Conservação protege 16 hectares de Mata Atlântica e amplia a conexão entre áreas conservadas no Lagamar Paranaense

O projeto Reservas Particulares do Lagamar Paranaense – Fase II, financiado pelo Programa Biodiversidade Litoral do Paraná e executado pelo Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais, alcançou um novo resultado: a criação da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Esperança, no município de Morretes.

A nova Unidade de Conservação foi reconhecida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) por meio da Portaria nº 2.512, de 26 de maio de 2026, publicada no Diário Oficial da União em 10 de junho. A medida garante proteção permanente a 16 hectares de Mata Atlântica.

O financiamento do Programa possibilitou o suporte técnico durante o processo de criação da reserva. O trabalho incluiu orientações, organização dos documentos e acompanhamento das etapas necessárias para o reconhecimento federal. Uma delas foi a vistoria realizada pelo ICMBio em novembro de 2025 para verificar as características ambientais e os limites da área proposta.

A criação de uma RPPN é uma decisão voluntária do proprietário, mas o reconhecimento depende do cumprimento de exigências técnicas, jurídicas e administrativas. O apoio especializado contribui para que áreas privadas com relevância ambiental sejam formalmente incorporadas ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza.

Nova reserva favorece a conectividade ecológica

A RPPN Esperança está localizada entre o Parque Estadual Pico do Marumbi, o Parque Estadual Graciosa e a RPPN Graciosa. A posição da reserva contribui para aproximar remanescentes florestais e outras áreas protegidas existentes nessa parte do Lagamar Paranaense.

A conexão entre ambientes naturais permite que animais circulem entre diferentes áreas em busca de alimento, abrigo e locais de reprodução. Também favorece a dispersão de sementes e outros processos importantes para a manutenção da vegetação. Esse papel é especialmente relevante na Mata Atlântica, onde a fragmentação dos ambientes naturais está entre as principais ameaças à biodiversidade.

As reservas particulares complementam a proteção oferecida pelas Unidades de Conservação públicas. Além de conservar a vegetação nativa, as RPPNs podem receber pesquisas científicas, ações de educação ambiental, monitoramento da fauna e da flora e atividades de visitação compatíveis com os objetivos de conservação.

Projeto recebeu investimento de quase R$ 500 mil

O projeto Reservas Particulares do Lagamar Paranaense – Fase II foi selecionado pela Chamada de Projetos 13/2024, na linha temática Criação e Consolidação de RPPNs. O Programa destinou R$ 499.487,62 à iniciativa, que começou a ser executada em setembro de 2024 sob a coordenação de Anne Zugman, do Mater Natura.

A atuação está dividida em duas frentes. A primeira envolveu a criação da RPPN Esperança, agora oficialmente reconhecida pelo ICMBio. A segunda está voltada à consolidação da RPPN Encontro das Águas, localizada em Paranaguá. Nela, estão previstas melhorias na infraestrutura de proteção, fiscalização, pesquisa e uso público. As ações incluem intervenções na estrada e na ponte de acesso, a construção de uma casa para guarda-parque e a contratação de estudos técnicos para um complexo de apoio à pesquisa e ao uso público e para um circuito de trilhas.

Para saber mais sobre a iniciativa, clique aqui.

Foto: Imagem aérea da RPPN Esperança – Acervo Mater Natura